Arquivo de Mobilidade urbana - Movinmapp https://movinmapp.com.br/tag/mobilidade-urbana/ Movimento Nacional de Motoristas por Aplicativo Fri, 25 Jul 2025 12:28:39 +0000 pt-BR hourly 1 https://movinmapp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/200x200-1-150x150.png Arquivo de Mobilidade urbana - Movinmapp https://movinmapp.com.br/tag/mobilidade-urbana/ 32 32 243070069 25 de Julho – Dia do Motorista: Quem Move a Cidade Merece Respeito https://movinmapp.com.br/25-de-julho-dia-do-motorista-quem-move-a-cidade-merece-respeito/ https://movinmapp.com.br/25-de-julho-dia-do-motorista-quem-move-a-cidade-merece-respeito/#respond Fri, 25 Jul 2025 12:28:36 +0000 https://movinmapp.com.br/?p=776 Hoje, 25 de julho, celebramos o Dia do Motorista, data que vai muito além de homenagens formais. É um momento de reconhecer — com clareza e sem rodeios — que os motoristas de aplicativo são peças fundamentais no sistema de mobilidade urbana do Brasil. Todos os dias, milhões de pessoas dependem desses profissionais para chegar...

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Hoje, 25 de julho, celebramos o Dia do Motorista, data que vai muito além de homenagens formais. É um momento de reconhecer — com clareza e sem rodeios — que os motoristas de aplicativo são peças fundamentais no sistema de mobilidade urbana do Brasil.

Todos os dias, milhões de pessoas dependem desses profissionais para chegar ao trabalho, ao médico, à escola ou para voltar para casa com segurança. São homens e mulheres que enfrentam jornadas longas, trânsito pesado, variações de tarifa, oscilações de demanda e, muitas vezes, sistemas algorítmicos que decidem seus destinos sem diálogo nem transparência.

Um trabalho essencial, ainda invisível

Apesar de serem essenciais, os motoristas ainda convivem com precarização, falta de direitos e ausência de representação efetiva nas decisões que impactam seu cotidiano. Em muitas cidades, são ignorados nos conselhos de mobilidade, nas políticas públicas e nas discussões legislativas.

É por isso que a pauta da regulamentação justa — feita com os motoristas, não apenas sobre eles — se tornou urgente. A tecnologia precisa andar junto com o respeito e a valorização do trabalho humano.

O que defendemos na MovinMapp

Na MovinMapp, acreditamos que o motorista é muito mais do que um prestador de serviço. Ele é um agente de mobilidade, um elo entre tecnologia e cidade. E por isso, nosso trabalho segue firme em três frentes:

  • Transparência algorítmica: motoristas têm direito de saber como são avaliados, ranqueados e pagos.
  • Representatividade real: lutamos por espaços de decisão com presença direta da categoria.
  • Dados a favor da justiça: usamos a tecnologia para apoiar a construção de políticas públicas mais inteligentes e humanas.

Nossa homenagem

Neste 25 de julho, deixamos aqui nossa homenagem a cada motorista que carrega a cidade nas costas (e nas rodas).
Que a sua voz ecoe mais alto. Que sua luta se transforme em conquista.
E que seu trabalho, finalmente, seja tratado com a dignidade que merece.

Parabéns, motorista. Você não dirige apenas um carro — você dirige o futuro da mobilidade.

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ALERTA: O QUE A AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE ENTREGADORES REVELA SOBRE O FUTURO DOS MOTORISTAS DE APP! https://movinmapp.com.br/alerta-o-que-a-audiencia-publica-sobre-entregadores-revela-sobre-o-futuro-dos-motoristas-de-app/ https://movinmapp.com.br/alerta-o-que-a-audiencia-publica-sobre-entregadores-revela-sobre-o-futuro-dos-motoristas-de-app/#respond Thu, 22 May 2025 23:44:57 +0000 https://movinmapp.com.br/?p=714 Redação Movinmapp – A voz dos motoristas de aplicativo Você já parou para pensar que o que acontece com os entregadores hoje pode afetar seu trabalho como motorista de app amanhã? Uma audiência pública bombástica na Câmara dos Deputados acendeu o alerta vermelho para todos nós que trabalhamos com aplicativos! O que rolou na audiência...

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Redação Movinmapp – A voz dos motoristas de aplicativo

Você já parou para pensar que o que acontece com os entregadores hoje pode afetar seu trabalho como motorista de app amanhã? Uma audiência pública bombástica na Câmara dos Deputados acendeu o alerta vermelho para todos nós que trabalhamos com aplicativos!

O que rolou na audiência que todo motorista precisa saber

Na última quarta-feira (22/05), a Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados realizou uma audiência pública para discutir as “Consequências do trabalho em plataformas de entrega de alimentos”. Parece que não tem nada a ver com a gente, motoristas de app, né? ERRADO!

Tudo que foi debatido lá bate direto no nosso dia a dia. A deputada Erika Kokay (PT-DF) soltou o verbo sobre como as plataformas estão criando um “novo tipo de exploração” que afeta tanto entregadores quanto motoristas.

Os mesmos problemas, a mesma luta

Sabe aquelas reclamações que você faz no grupo de WhatsApp dos motoristas? Pois é, os entregadores estão na mesma:

  • Algoritmo mandando na nossa vida: Eles também não sabem como o sistema escolhe quem recebe as corridas melhores
  • Bloqueios sem explicação: Igualzinho acontece com a gente
  • Ganhos cada vez menores: Enquanto o combustível e a manutenção só sobem
  • Jornadas longas demais: Quantas horas você fica online para conseguir uma diária decente?

PL 536/2024: A VERDADEIRA SOLUÇÃO PARA OS MOTORISTAS!

Atenção, motorista! Enquanto o governo tenta empurrar o PLP 12/2024, existe uma alternativa MUITO MELHOR para a categoria: o PL 536/2024!

Vamos comparar os dois para você entender por que o PL 536 é o que realmente defende seus interesses:

PL 536/2024 (O QUE REALMENTE INTERESSA AO MOTORISTA):

  • Liberdade TOTAL: Você escolhe seus horários, plataformas e até como pagar seu INSS
  • Remuneração mais justa: Usa o sistema de markup, que considera TODOS os seus custos (combustível, manutenção, impostos) e garante pelo menos 20% de lucro em cada corrida
  • Proteção contra bloqueios injustos: Proíbe punições automáticas e dá direito de defesa
  • Multa para abusos das plataformas: Até 10 salários mínimos se a empresa agir de forma abusiva
  • Você decide como contribuir: Pode ser MEI ou contribuinte individual, com alíquotas entre 11% e 20%, A ESCOLHA É SUA!

PLP 12/2024 (O QUE O GOVERNO QUER IMPOR):

  • Falsa autonomia: Diz que você é autônomo, mas impõe regras nacionais obrigatórias
  • Remuneração limitada: Piso de R$32,10 por hora, MAS SÓ CONTA O TEMPO EM VIAGEM (todo aquele tempo esperando corrida? Zero!)
  • Contribuição obrigatória ao INSS: Você paga 7,5% e a plataforma 20%, sem opção de escolha
  • Limite de jornada: Máximo de 12 horas por dia conectado
  • Sindicatos decidindo por você: Representação sindical obrigatória

O que isso significa para o seu bolso

A grande questão é: qual projeto realmente protege seu ganha-pão? O PL 536/2024 foi criado por quem conhece a realidade das ruas: mais de 40 associações e mais de 70 motoristas líderes de todos os estados!

Já o PLP 12/2024 foi elaborado em gabinetes, com pouca participação real dos motoristas. Não é à toa que ele beneficia mais as plataformas do que a gente.

O que você não viu na TV

Nos bastidores da audiência pública, ficou claro que existe uma pressão enorme para que o modelo do governo (PLP 12) avance, mesmo não sendo o melhor para os motoristas. Por isso precisamos ficar atentos!

Especialistas em direito do trabalho presentes na audiência confirmaram que é possível criar um modelo que proteja os trabalhadores sem acabar com a flexibilidade – exatamente o que o PL 536 propõe!

E agora, motorista?

O momento é decisivo! A audiência pública sobre entregadores mostrou que o mesmo debate está acontecendo sobre nós, motoristas. E se não ficarmos atentos, podem decidir nosso futuro sem a nossa participação.

A grande pergunta é: queremos um modelo que realmente respeita nossa autonomia (PL 536) ou um que finge dar direitos enquanto tira nossa liberdade (PLP 12)?

O que você pode fazer

  1. Acompanhe o Movinmapp para ficar por dentro de todas as novidades sobre a regulamentação
  2. Participe das discussões em sua associação local de motoristas
  3. Faça sua voz ser ouvida! Mande mensagens para os deputados e senadores da sua região apoiando o PL 536/2024

Lembre-se: quem não participa do debate acaba engolindo o que decidirem por nós. Vamos mostrar que os motoristas de app têm voz e sabem o que querem!


Este artigo foi produzido com base na audiência pública da Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados realizada em 22/05/2025 e nas informações mais recentes sobre a regulamentação do trabalho por aplicativos no Brasil. a regulamentação do trabalho por aplicativos no Brasil.

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“O que a Uber não quer que você saiba: 10 armadilhas nos Novos Termos que prejudicam motoristas” https://movinmapp.com.br/o-que-a-uber-nao-quer-que-voce-saiba-10-armadilhas-nos-novos-termos-que-prejudicam-motoristas/ https://movinmapp.com.br/o-que-a-uber-nao-quer-que-voce-saiba-10-armadilhas-nos-novos-termos-que-prejudicam-motoristas/#respond Fri, 16 May 2025 18:17:47 +0000 https://movinmapp.com.br/?p=468 Introdução Você já leu os termos da Uber que aceitou quando começou a trabalhar como motorista ou entregador? Pois é, pouca gente lê. Mas deveria. Ao analisar o documento oficial da empresa, encontrei diversas cláusulas que representam riscos sérios e desvantagens para quem depende da plataforma para trabalhar. Abaixo, explicamos 10 pontos críticos que todo...

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Introdução

Você já leu os termos da Uber que aceitou quando começou a trabalhar como motorista ou entregador? Pois é, pouca gente lê. Mas deveria. Ao analisar o documento oficial da empresa, encontrei diversas cláusulas que representam riscos sérios e desvantagens para quem depende da plataforma para trabalhar.

Abaixo, explicamos 10 pontos críticos que todo motorista ou entregador precisa conhecer.

1. Você não é funcionário, mas também não tem garantias mínimas

A Uber diz que você é um “prestador independente” e não reconhece nenhum vínculo empregatício com os motoristas. Isso por si só não é um problema — afinal, a maioria dos motoristas não quer carteira assinada, e sim autonomia com dignidade.

O problema é que, mesmo com essa relação “independente”, a Uber não garante nenhum direito mínimo: não há seguro garantido, apoio em caso de acidente, renda mínima, reajuste justo de tarifas ou transparência nas regras. Você tem obrigações, mas não tem segurança jurídica nem proteção básica. É um jogo desigual, onde a empresa lucra e o motorista arca com todos os riscos.

2. Avaliações podem te desativar da plataforma

Sua conta pode ser suspensa ou bloqueada se suas avaliações caírem abaixo da média determinada pela Uber. Detalhe: a empresa não garante defesa nem reavaliação justa — um erro ou má fé de um usuário pode te tirar do ar.

3. A Uber pode mudar o valor das corridas quando quiser

O valor que você recebe por corrida pode ser alterado a qualquer momento pela empresa, sem negociação ou consulta prévia. Ou seja, você aceita um trabalho sem saber se ele será bem remunerado amanhã.

4. A Uber decide quanto vai ficar da sua corrida

A empresa pode aumentar a taxa de intermediação (o valor que ela desconta de cada corrida) sem precisar da sua aprovação. Se você continuar usando o app, estará aceitando automaticamente a mudança.

5. Corridas em dinheiro são um risco — e a culpa é sua

Se o passageiro não pagar corretamente, a Uber não assume a perda. Pior: você ainda deve repassar a taxa da Uber, mesmo sem ter recebido.

6. Todos os custos da operação são seus

Combustível, manutenção, celular, plano de dados, seguro… Tudo sai do seu bolso. A Uber não ajuda com nada disso. Seus ganhos podem parecer bons, mas os custos escondidos são altos.

7. Você pode ser desativado sem aviso ou prova

A Uber pode desativar sua conta a qualquer momento, mesmo sem apresentar provas. Basta uma “suspeita de violação” das políticas ou uma reclamação. Não há garantias de defesa.

8. Você é quem paga se houver problemas legais

Se houver processo, cobrança de imposto, multa ou qualquer problema jurídico, a responsabilidade é toda sua. A Uber se blinda legalmente e você que arque com os riscos.

9. Seus dados podem ser usados como a Uber quiser

A empresa pode coletar e compartilhar suas informações pessoais e de trabalho, inclusive com parceiros e governos. E você concorda com isso ao usar o aplicativo.

10. A Uber tenta dificultar o acesso à Justiça

O contrato diz que o foro é em Osasco-SP, onde fica a sede da empresa. Isso pode intimidar ou confundir motoristas de outros estados. Mas atenção: isso não significa que você só pode processar em Osasco. Já existem decisões que reconhecem o direito do motorista de ajuizar a ação na sua própria cidade. Mesmo assim, essa cláusula mostra como a Uber tenta limitar sua capacidade de buscar seus direitos.

Conclusão

A Uber construiu um sistema em que o motorista assume todos os riscos e custos, enquanto a empresa lucra com segurança e flexibilidade. Não se trata de parceria: é um contrato desigual que precisa ser debatido.

Se você é motorista ou entregador, compartilhe este artigo com outros colegas. Precisamos estar informados e unidos para exigir mudanças justas.

Só com informação e união podemos mudar essa realidade. Compartilhe este artigo com outros motoristas e junte-se à nossa luta contra o PLP 12/2024 e pela aprovação do PL 536/2024 que garantira condições mais justas!

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🚗 “Não Somos o Problema. Somos a Solução”: A Visão de Luis Hatada Sobre a Regulamentação dos Motoristas de App https://movinmapp.com.br/nao-somos-o-problema-somos-a-solucao-a-visao-de-luis-hatada-sobre-a-regulamentacao-dos-motoristas-de-app/ https://movinmapp.com.br/nao-somos-o-problema-somos-a-solucao-a-visao-de-luis-hatada-sobre-a-regulamentacao-dos-motoristas-de-app/#respond Tue, 22 Apr 2025 23:42:42 +0000 https://movinmapp.com.br/?p=451 A regulamentação dos motoristas de aplicativo tem sido muito comentada nos últimos meses. Mas será que ela está indo pelo caminho certo? Quem vive isso na prática tem muito a dizer. É o caso de Luis Hatada, motorista de app desde 2018, que compartilha aqui sua opinião direta, baseada na experiência real das ruas. 📅...

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A regulamentação dos motoristas de aplicativo tem sido muito comentada nos últimos meses. Mas será que ela está indo pelo caminho certo? Quem vive isso na prática tem muito a dizer. É o caso de Luis Hatada, motorista de app desde 2018, que compartilha aqui sua opinião direta, baseada na experiência real das ruas.

📅 6 anos de volante, muitas lições

Desde 2018, Luis conhece de perto os desafios e a rotina de quem depende dos aplicativos para viver. Por isso, ele acredita que é hora de dar voz a quem realmente entende do assunto.

📜 PLP 12/2024: só arrecadação?

Segundo Luis, o PLP 12/2024 foi feito apenas para aumentar a arrecadação do governo, sem considerar a realidade dos motoristas.

“É um projeto que não resolve nada. Só complica. Deveria ser descartado”, afirma ele.

✅ PL 536/2024: um caminho mais justo

Já o PL 536/2024 é visto com bons olhos. Para Luis, esse projeto tem propostas mais próximas do dia a dia do motorista, e por isso merece ser analisado com atenção.

💼 MEI é a melhor saída

Para ele, a solução ideal de formalização é clara: todo motorista deveria ser MEI (Microempreendedor Individual).
O modelo MEI tem tributação simples, benefícios da previdência e garante autonomia para o trabalhador.

Mas é preciso atualizar o limite de faturamento, que está em R$ 81 mil por ano e não acompanha mais a realidade econômica.

🕒 Liberdade para escolher a jornada

Luis defende que os motoristas continuem com a liberdade de definir seus horários.

“Somos empreendedores. Quem decide quanto e quando trabalha é o motorista, não o governo.”

🏢 As plataformas também têm responsabilidade

Outro ponto importante que ele destaca é que as empresas de aplicativo também precisam ser fiscalizadas.
Elas devem seguir o Código de Defesa do Consumidor, respeitar as leis brasileiras e pagar seus tributos corretamente.

📣 Conclusão: uma regulamentação que respeite o motorista

“Queremos direitos, sim. Mas também respeito à nossa liberdade. A regulamentação precisa ouvir quem está no volante.”


🗣 E você, o que acha disso tudo?
Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe esse conteúdo com outros motoristas.
A luta por uma regulamentação justa precisa da voz de todos!

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Regulamentar ou Sucatear? Uma Reflexão Necessária Sobre o Futuro dos Motoristas de Aplicativo https://movinmapp.com.br/regulamentar-ou-sucatear-uma-reflexao-necessaria-sobre-o-futuro-dos-motoristas-de-aplicativo-2/ https://movinmapp.com.br/regulamentar-ou-sucatear-uma-reflexao-necessaria-sobre-o-futuro-dos-motoristas-de-aplicativo-2/#respond Fri, 11 Apr 2025 22:59:03 +0000 https://movinmapp.com.br/?p=419 Pri Makiyama fala sobre sua rotina, os projetos de lei em debate e o futuro incerto dos motoristas de aplicativo no Brasil A regulamentação da atividade de motoristas por aplicativo tem sido um dos assuntos mais quentes do ano. No meio de tantas propostas, críticas e incertezas, ouvir quem vive essa realidade nas ruas é...

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Pri Makiyama fala sobre sua rotina, os projetos de lei em debate e o futuro incerto dos motoristas de aplicativo no Brasil

A regulamentação da atividade de motoristas por aplicativo tem sido um dos assuntos mais quentes do ano. No meio de tantas propostas, críticas e incertezas, ouvir quem vive essa realidade nas ruas é essencial. É o caso de Pri Makiyama, motorista há seis anos, que conversou com a gente sobre os impactos dos Projetos de Lei que tramitam em Brasília — e o que realmente precisa mudar para que a profissão seja respeitada e viável.


“A precarização está tomando conta”

Pri começa falando da sua trajetória e já dá o tom da conversa:

“Sou motorista há seis anos. Gosto da liberdade e tudo. Mas de um tempo para cá, só está ocorrendo a precarização do serviço. Muito motorista novo, sem saber trabalhar, o que influencia a categoria inteira.”

Ela explica que a promessa de regulamentação, que poderia ser um alívio, tem causado mais preocupação do que segurança:

“A ideia da regulamentação já prejudicou a categoria mais ainda. Está ficando quase inviável trabalhar.”


Regulamentar sim — mas com justiça

Apesar das críticas, Pri é clara ao afirmar que a regulamentação é necessária. O problema está no formato das propostas.

“Sim, é muito importante uma regulamentação. Mas que seja justa para os motoristas, e não favorecendo apenas empresas e governo, como tem sido até agora.”


PLP 12 x PL 536: o que cada um representa na prática?

Dois projetos estão no centro da discussão: o PLP 12/2024 e o PL 536/2024. Pri analisou os dois com profundidade e não esconde sua preocupação com o primeiro.

“O PLP 12 só prejudica a categoria. Se for aprovado do jeito que está, eu não dou seis meses para a categoria acabar. Vai sucatear demais, não vai ter lucro para o motorista, só despesa.”

Por outro lado, ela vê com bons olhos o PL 536:

“Ele já entra em conformidade com o que o motorista precisa. Calcula quilômetro e tempo, é muito mais justo, e ainda permite que o motorista escolha como vai arrecadar seus impostos — como o MEI, por exemplo.”


Impacto direto na rotina

Quando perguntada sobre como essas propostas afetam sua rotina, Pri é detalhista e mostra como os textos impactam o dia a dia de quem vive da direção:

“Pelo PLP 12, teremos que trabalhar muito mais horas para alcançar o salário mínimo. E são horas em corrida, não online. Isso nos obriga a ficar muito mais tempo na rua.”

“Além disso, sem a opção de ser MEI, o imposto será maior, porque é calculado sobre o bruto, sem considerar os repasses para as plataformas.”

Já o PL 536, segundo ela, traz esperança:

“Com o cálculo por quilômetro e tempo, e a possibilidade de continuar como MEI, o motorista ganha dignidade e pode manter sua contribuição para o INSS.”


E os benefícios? Existem?

Pri destaca que nenhum dos textos garante direitos básicos como CLT. Mas aponta o que considera positivo:

“A única parte boa do PLP 12 é o reconhecimento da profissão. Já o PL 536 traz reconhecimento e uma remuneração mais justa.”


Flexibilidade é essencial

Para Pri, uma regulamentação nacional precisa entender as diferenças regionais — e ser flexível.

“Cada município tem um custo diferente. Um exemplo: o combustível em São Paulo é um valor, no Paraná é outro. Então a regulamentação precisa ser adaptável.”

Ela defende que esse ajuste seja feito por meio de instrumentos como o markup.

“Hoje, o PLP 12 beneficia só as plataformas e o governo. Não tem flexibilidade para os motoristas.”


O que falta nos projetos?

Para encerrar, Pri deixa uma sugestão clara:

“Mesmo que a 536 não vá pra frente, seria essencial incluir no PLP 12 o markup e a possibilidade do MEI. Isso é primordial. Depois, outros itens poderiam ser adicionados para realmente favorecer os motoristas.”


Conclusão

A entrevista com Pri Makiyama escancara uma realidade que muitas vezes passa despercebida nos gabinetes de Brasília: a urgência de ouvir quem vive a mobilidade urbana todos os dias. Sem isso, qualquer tentativa de regulamentação corre o risco de fracassar — e de sacrificar ainda mais uma categoria que já trabalha no limite.


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💥 “Se passar como está, a PL 12/24 vai escravizar motoristas de app”, alerta Ivan Hespanhol https://movinmapp.com.br/%f0%9f%92%a5-se-passar-como-esta-a-pl-12-24-vai-escravizar-motoristas-de-app-alerta-ivan-hespanhol/ https://movinmapp.com.br/%f0%9f%92%a5-se-passar-como-esta-a-pl-12-24-vai-escravizar-motoristas-de-app-alerta-ivan-hespanhol/#respond Fri, 11 Apr 2025 22:22:00 +0000 https://movinmapp.com.br/?p=412 Em uma entrevista exclusiva ao blog, o motorista de aplicativo e ativista da categoria, Ivan Hespanhol, falou sobre sua trajetória nas ruas, sua análise profunda sobre os projetos de regulamentação e o que, segundo ele, representa uma ameaça real à dignidade dos profissionais do volante. 🚗 “Dirijo em Chapecó e Joinville: conheço bem a realidade...

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Em uma entrevista exclusiva ao blog, o motorista de aplicativo e ativista da categoria, Ivan Hespanhol, falou sobre sua trajetória nas ruas, sua análise profunda sobre os projetos de regulamentação e o que, segundo ele, representa uma ameaça real à dignidade dos profissionais do volante.


🚗 “Dirijo em Chapecó e Joinville: conheço bem a realidade do interior”

Blog: Ivan, você pode contar pra gente um pouco sobre a sua experiência como motorista de aplicativo?
Ivan Hespanhol: Bom, eu sou motorista de aplicativo há mais ou menos dois anos e meio, atuando aqui em Santa Catarina, na cidade de Chapecó, e também, esporadicamente, em Joinville, onde eu tenho família. São as duas cidades que eu costumo realizar atividades.


📜 “Regulamentar é importante, mas não do jeito que estão fazendo”

Blog: Você tem ideia dos projetos de regulamentação? O que acha de criar regras para os motoristas?
Ivan: Como qualquer atividade, a regulamentação pode ser bem-vinda — desde que seja bem estruturada. Eu acompanho o tema de perto, desde o site da Câmara dos Deputados até audiências públicas, como a de Joinville. Inclusive, enviamos documentos e cartas abertas aos deputados, apontando que o modelo sugerido na PL 12/24 inviabiliza a categoria. Para dizer que é bom, precisa melhorar muito.


⚖ “PL 536 tem lógica, PL 12/24 é uma armadilha”

Blog: Você conhece os projetos de lei 536 e 12/24? Qual sua opinião sobre eles?
Ivan: O PL 536 é mais interessante. Ele tem um modelo que considera quilômetro rodado e tempo por hora, algo essencial num país continental como o nosso. Já a PL 12/24, quando testamos na prática, mostrou que faz o motorista pagar para trabalhar. Uma corrida que deveria render R$104, com a regra do PL 12/24, não passa de R$20.


💸 “O motorista do interior precisa de um modelo justo — e regionalizado”

Blog: Se aprovarem esses projetos, como sua rotina seria afetada?
Ivan: A PL 536 é mais favorável porque ela regionaliza o cálculo de custos. Aqui no interior, as corridas são curtas e não há retorno garantido. Já a PL 12/24 atende às plataformas, não ao motorista. Ela propõe uma hora “dirigida”, onde só se conta o tempo com passageiro, e isso derruba nossos ganhos. Hoje eu tiro até R$50/hora online. Com a PL, isso desaba.


🚨 “A PL 12/24 joga o motorista num trabalho análogo ao escravo”

Blog: E sobre benefícios? Você vê mais vantagens ou problemas com essas propostas?
Ivan: A 12/24 não protege o motorista. Ela nos força a dobrar a jornada para alcançar o que já ganhamos hoje. Coloca o risco todo no motorista e não garante um mínimo digno. O projeto é tão ruim que, na minha visão, coloca o motorista em condições de trabalho análogas à escravidão. Isso não sou só eu que digo: o Ministério Público do Trabalho também já se posicionou contra.


⚙ “Se for pra ser rígido, que seja bem feito”

Blog: Você prefere uma regulamentação mais flexível ou mais rígida?
Ivan: Depende da construção da PL. Se for uma lei bem elaborada e justa, pode até ter regras rígidas. Mas se for mal feita e rígida, como é o caso da PL 12/24, ela mata a atividade.


📢 “Deputados precisam ouvir os motoristas de verdade”

Blog: Pra encerrar: o que você gostaria de acrescentar na regulamentação que ainda não foi falado?
Ivan: A principal coisa é que o governo não está ouvindo os motoristas. Eles dizem que estão, mas o projeto mostra o contrário. Essa lei não pode ser votada por alguém que não conhece o dia a dia de um motorista. Se os deputados realmente entendessem, a PL 12/24 já teria sido arquivada há tempos.


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💥“Se a PL 12 for aprovada, é luto total”: Elki Silva detona proposta e defende regulamentação justa para motoristas de app! https://movinmapp.com.br/%f0%9f%92%a5se-a-pl-12-for-aprovada-e-luto-total-elki-silva-detona-proposta-e-defende-regulamentacao-justa-para-motoristas-de-app/ https://movinmapp.com.br/%f0%9f%92%a5se-a-pl-12-for-aprovada-e-luto-total-elki-silva-detona-proposta-e-defende-regulamentacao-justa-para-motoristas-de-app/#respond Fri, 11 Apr 2025 21:12:00 +0000 https://movinmapp.com.br/?p=399 Na luta pela valorização dos motoristas de aplicativo, Elki Silva, presidente da Associação dos Motoristas por Aplicativo do Pará (AMAPP), falou com exclusividade sobre sua trajetória, os desafios enfrentados pela categoria e a polêmica em torno das propostas de regulamentação: PLP 12/2024 e PL 536/2024. 🚗 Da esperança à decepção: a realidade nas ruas “Sou...

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Na luta pela valorização dos motoristas de aplicativo, Elki Silva, presidente da Associação dos Motoristas por Aplicativo do Pará (AMAPP), falou com exclusividade sobre sua trajetória, os desafios enfrentados pela categoria e a polêmica em torno das propostas de regulamentação: PLP 12/2024 e PL 536/2024.

🚗 Da esperança à decepção: a realidade nas ruas

“Sou motorista desde 2017. Comecei pela 99, depois Uber e Drive. No início era satisfatório, dava para manter o carro e conciliar com outra atividade. Hoje, vivo apenas do app, e os ganhos deixam a desejar.”

Elki relata o que muitos motoristas sentem na pele: a defasagem entre os custos crescentes e os valores pagos pelas plataformas. “A gasolina sobe, o alimento sobe, mas as corridas continuam no mesmo valor”, lamenta.

📜 PLP 12/2024 x PL 536/2024: O que realmente está em jogo?

Atuante nacionalmente, Elki se posiciona com firmeza:

“A PLP 12 não representa o motorista. Estudamos a fundo e a categoria está contra. Já a PL 536 é a verdadeira alternativa. Ela respeita o motorista, permite autonomia e cria uma base justa de trabalho.”

Segundo Elki, a proposta defendida por muitos sindicatos é, na verdade, prejudicial à categoria. “É uma covardia. A PL 12 derruba a categoria. Já a 536 fortalece, traz dignidade e organização.”

🛠 O que Elki defende como regulamentação ideal?

Para ela, a resposta é simples e prática:

“Regulamentar é dar autonomia de verdade. Criar um MEI específico, com uma precificação justa — como R$10 a mínima e R$2 a R$3 por KM. O MEI já atende a demanda. Não precisamos complicar.”

⚠ Impactos diretos: entre a valorização e o luto

A aprovação de uma ou outra lei pode mudar tudo:

“Se a PL 12 for aprovada, será um dia de luto. Podemos até encerrar nossas atividades. Agora, se a 536 passar, é dia de festa. Voltamos a trabalhar com dignidade.”

Segundo Elki, a aprovação da PL 12 pode levar ao recuo das grandes plataformas, desemprego em massa e desvalorização da categoria. Já a 536 “reconhece o motorista como dono do seu próprio negócio”.

🎯 Benefícios reais ou maquiagem no papel?

Elki é direto: a PLP 12 não entrega nada que o motorista já não tenha por direito.

“Essa proposta vende uma ilusão. Diz que traz segurança e benefício, mas o que oferece o motorista já teria mesmo, por lei. A diferença é que tira nossa autonomia e ainda compromete os ganhos.”

Em contrapartida, a PL 536/2024 é vista como um divisor de águas:

✅ Reconhece o motorista como profissional independente
✅ Garante autonomia e possibilidade de negociar seus ganhos
✅ Abre espaço para apoio do governo em áreas como financiamento de veículos
✅ Cria um ambiente mais justo e sustentável para quem vive das plataformas

“Com a PL 536, voltamos a ter orgulho do que fazemos. O motorista pode voltar a oferecer água, cuidar do carro, trabalhar com tranquilidade e dignidade. É isso que está em jogo.”

🔒 Texto precisa ser firme, não flexível

Elki é direto ao falar da rigidez necessária:

“Tem que ser firme. Chega de contas fakes. Com regulamentação dura, criamos um sistema sério e acabamos com irregularidades.”

Ele reforça que só com um texto rígido o motorista poderá dizer com orgulho: “sou um profissional regulamentado”.

💡 O que ainda falta?

“A PL 536 precisa incluir a correção anual dos valores conforme inflação. E também pontuar o motorista como profissional, permitindo acesso a financiamento, desconto em veículos, entre outros.”

Para Elki, a regulamentação precisa ser clara, justa e com visão de futuro.


✊ Conclusão

Elki Silva representa a voz de milhares de motoristas que não querem esmola — querem respeito, autonomia e reconhecimento. A escolha entre PLP 12 e PL 536 vai muito além de um número: é o futuro de uma categoria inteira.

“Nós conduzimos o Brasil todos os dias. Queremos apenas conduzir com dignidade.”


  • regulamentação motoristas de aplicativo

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🚨 “Querem nos regulamentar sem ouvir quem vive nas ruas”: Diego Brzezinski escancara os perigos da proposta do PL 12/2024 https://movinmapp.com.br/%f0%9f%9a%a8-querem-nos-regulamentar-sem-ouvir-quem-vive-nas-ruas-diego-brzezinski-escancara-os-perigos-da-proposta-do-pl-12-2024/ https://movinmapp.com.br/%f0%9f%9a%a8-querem-nos-regulamentar-sem-ouvir-quem-vive-nas-ruas-diego-brzezinski-escancara-os-perigos-da-proposta-do-pl-12-2024/#respond Fri, 11 Apr 2025 19:57:00 +0000 https://movinmapp.com.br/?p=396 Em meio à crescente discussão sobre a regulamentação dos motoristas de aplicativo, conversamos com Diego Brzezinski, que atua na área há quase sete anos. Com experiência de sobra e envolvimento direto nos debates sobre os Projetos de Lei que tramitam no Congresso, ele compartilha uma visão crítica e fundamentada sobre o futuro da categoria. “Voltei...

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Em meio à crescente discussão sobre a regulamentação dos motoristas de aplicativo, conversamos com Diego Brzezinski, que atua na área há quase sete anos. Com experiência de sobra e envolvimento direto nos debates sobre os Projetos de Lei que tramitam no Congresso, ele compartilha uma visão crítica e fundamentada sobre o futuro da categoria.

“Voltei 100% pro aplicativo, porque é o que me sustenta”

Diego iniciou sua trajetória em 2018, e afirma que já viveu de tudo nas plataformas. Em 2024, chegou a trabalhar com carteira assinada por um período, mas em 2025 decidiu retornar exclusivamente à rotina como motorista.

“Já vai pra 7 anos que estou como motorista. Em 2024, voltei a trabalhar como CLT, mas esse ano encerrei o contrato e retornei 100% pros aplicativos.”

A regulamentação é necessária — mas do jeito certo

Para Diego, a regulamentação da atividade é fundamental, mas precisa ser pensada com responsabilidade e equilíbrio:

“A regulamentação é necessária para evitar abusos por parte das empresas. Mas ela não pode beneficiar só o governo e as plataformas. Tem que proteger o motorista de verdade.”

Ele alerta para o risco de uma regulamentação que só transfira responsabilidades sem garantir melhorias reais para quem está na ponta, lidando com os desafios da mobilidade urbana diariamente.

O PL 12/2024 é um perigo para a categoria

Diego acompanhou de perto os debates em torno dos dois principais projetos em tramitação: o PL 12/2024 e o PL 536. Segundo ele, a diferença entre os dois é gritante.

“O 12/2024 foi feito para atender as empresas e o governo. Não leva em conta a nossa realidade. Já o 536 foi construído ouvindo os motoristas. É outro nível de proposta.”

Ele argumenta que o projeto 12 pode tornar a vida do motorista ainda mais difícil, com jornadas mais longas e rendimentos mais baixos:

“A ideia de pagamento por hora pode parecer bonita, mas ignora que nosso maior custo é por quilômetro rodado. Do jeito que está, esse projeto pode colocar o motorista direto no prejuízo.”

“Somos chamados de autônomos, mas não definimos nem nosso preço”

Uma das críticas mais contundentes de Diego é sobre a incoerência na relação entre plataformas e motoristas:

“Se somos autônomos, por que não podemos definir o valor da nossa corrida? A plataforma já manda tudo fechado. Isso quebra completamente o argumento da autonomia.”

Ele ainda reforça que as plataformas possuem um poder absurdo nas mãos: o algoritmo.

“Com uma simples mudança no sistema, elas impactam milhares de motoristas de uma vez só. Por isso a regulamentação tem que ser bem feita. Senão, a gente continua refém do algoritmo.”

O Brasil precisa discutir uma “terceira via” trabalhista

Diego aponta um problema estrutural na legislação brasileira: só existem duas categorias formais — CLT e autônomo. Para ele, a regulamentação ideal exigiria a criação de um novo modelo.

“Em outros países já existe essa terceira via: o trabalhador por hora ou por meta. Aqui, o cara não quer ser CLT, mas também não pode ser tratado como autônomo e levar todo o custo sozinho. Isso precisa mudar.”

Rígida para as empresas, justa para os motoristas

Quando perguntado se a regulamentação deveria ser mais rígida ou flexível, Diego resume com clareza:

“Tem que ser rígida com as plataformas, sim. Mas justa com o motorista. A gente precisa de regras, sim — principalmente pra cadastro, comportamento, segurança. Mas não podemos aceitar um modelo que só explora.”

Considerações finais: “O motorista precisa aprender a calcular seu próprio custo”

Diego encerra a conversa com um alerta importante para toda a categoria:

“Os motoristas precisam entender quanto custa o próprio quilômetro rodado. Sem isso, não tem como saber se a corrida vale a pena ou não. E enquanto a gente não tiver voz pra precificar o nosso trabalho, essa história de que somos autônomos é só fachada.”


Se você é motorista ou acompanha de perto essa realidade, fica aqui o chamado: regulamentar é preciso, mas não dá pra ser nas costas de quem carrega o país nas ruas. A luta continua — e a discussão está só começando.


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💥 “Hoje, trabalhar com o X é se submeter ao algoritmo”: o desabafo de um veterano dos aplicativos https://movinmapp.com.br/%f0%9f%92%a5-hoje-trabalhar-com-o-x-e-se-submeter-ao-algoritmo-o-desabafo-de-um-veterano-dos-aplicativos/ https://movinmapp.com.br/%f0%9f%92%a5-hoje-trabalhar-com-o-x-e-se-submeter-ao-algoritmo-o-desabafo-de-um-veterano-dos-aplicativos/#comments Fri, 11 Apr 2025 18:56:00 +0000 https://movinmapp.com.br/?p=393 Com mais de 30 mil corridas realizadas e oito anos nas ruas, Juliano Brum conhece como poucos os bastidores da vida de um motorista de aplicativo. Ele já viu o setor crescer, mudar e, segundo ele, perder o rumo. Hoje, faz quase todas as suas viagens na categoria Comfort e defende com firmeza a regulamentação...

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Com mais de 30 mil corridas realizadas e oito anos nas ruas, Juliano Brum conhece como poucos os bastidores da vida de um motorista de aplicativo. Ele já viu o setor crescer, mudar e, segundo ele, perder o rumo. Hoje, faz quase todas as suas viagens na categoria Comfort e defende com firmeza a regulamentação da profissão — mas não qualquer regulamentação.

Neste depoimento exclusivo ao blog, Juliano compartilha sua trajetória, faz duras críticas ao Projeto de Lei Complementar 12/2024 e defende uma regulamentação que seja feita “de motoristas para motoristas”.


🚘 “Já passei por todas as fases dos aplicativos”

“Já vivi praticamente todas as épocas dos aplicativos, desde a fase que era muito boa até o dia de hoje. Já passamos por momentos piores, mas hoje a categoria X está completamente inviável de se trabalhar.”

Com estratégia e experiência, Juliano encontrou no Comfort uma forma mais justa de trabalhar:

“98% das minhas corridas são na categoria Comfort. Com 8 anos de aplicativos e mais de 30 mil corridas, já sei como me posicionar para poder faturar.”


📢 “A regulamentação é urgente — para os motoristas e para a sociedade”

Juliano acredita que a falta de regras claras coloca em risco não só os motoristas, mas também os passageiros:

“É inadmissível que qualquer pessoa sem instrução possa transportar vidas. Precisamos que a atividade tenha regras.”

E mais do que isso: ele defende que o modelo atual de remuneração seja reformulado:

“É necessário garantir reajustes anuais e pagamento justo por quilômetro e tempo. Do jeito que está, parece que estamos jogando um jogo onde o adversário é o algoritmo.”


❌ PLP 12/2024: “Não representa os motoristas”

Sobre os projetos que tramitam no Congresso, Juliano é direto:

“A PLP 12/2024 não atende em nada o que os motoristas precisam. Ela taxa a gente em 27,5% e atende só aos interesses da Uber.”

Em contrapartida, ele defende o PL 536/2024, elaborado com a participação de motoristas:

“Essa sim foi feita por nós. Ela traz o que a classe precisa, especialmente o reajuste pelo markup, que garante uma remuneração justa e equilibrada.”


📈 Qualidade de vida e reconhecimento

Para Juliano, uma regulamentação justa significa melhor qualidade de vida:

“Saber que a corrida vai tocar num valor justo ajuda muito na meta diária. Isso reduz jornadas exaustivas e permite que os motoristas tenham mais tempo com a família.”


✅ Benefícios, desafios e sugestões

Benefícios:

  • Remuneração digna
  • Profissionalização da categoria
  • Credibilidade para os aplicativos

Desafios:

  • Adaptação dos motoristas às regras
  • Fiscalização de condutas inadequadas

Sugestão importante:

“Precisamos de um curso obrigatório de transporte de passageiros. Afinal, transportamos vidas.”


🧭 Rumo a um novo futuro para os motoristas

A fala de Juliano Brum representa o sentimento de muitos profissionais que atuam no setor: chega de exploração, é hora de valorização. A regulamentação precisa ser construída com quem está na ponta — e não nos gabinetes das grandes empresas.

O que você achou das palavras do Juliano? Deixe seu comentário abaixo e compartilhe essa entrevista com outros motoristas!

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🚨 “Se essa regulamentação passar, é o fim dos motoristas de aplicativo!” — alerta liderança nacional https://movinmapp.com.br/se-essa-regulamentacao-passar-e-o-fim-dos-motoristas-de-aplicativo-alerta-lideranca-nacional/ https://movinmapp.com.br/se-essa-regulamentacao-passar-e-o-fim-dos-motoristas-de-aplicativo-alerta-lideranca-nacional/#respond Fri, 11 Apr 2025 17:20:00 +0000 https://movinmapp.com.br/?p=388 Em entrevista exclusiva, Paulo Xavier, um dos nomes mais ativos na defesa dos motoristas de aplicativo em Minas Gerais, não mede palavras ao criticar a proposta de regulamentação do governo federal. Com 8 anos de volante e experiência em Brasília durante os debates da Lei 13.640/18, ele expõe os bastidores da luta por uma regulamentação...

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Em entrevista exclusiva, Paulo Xavier, um dos nomes mais ativos na defesa dos motoristas de aplicativo em Minas Gerais, não mede palavras ao criticar a proposta de regulamentação do governo federal. Com 8 anos de volante e experiência em Brasília durante os debates da Lei 13.640/18, ele expõe os bastidores da luta por uma regulamentação justa — e avisa: “Estão empurrando um projeto goela abaixo que vai destruir a nossa categoria!”


“Comecei a dirigir em 2017 e já entrei na luta”

“Entrei nos aplicativos em 2017, bem na época em que estavam discutindo o PL 5587, que virou a Lei 13.640/18. Foi aí que percebi que, se a gente não se organizasse, iam decidir tudo sem nos ouvir. Me juntei a outras lideranças de Minas e fomos até Brasília enfrentar os absurdos que sindicatos e taxistas queriam impor sobre os motoristas.”

Hoje, ele trabalha de segunda a sexta, rodando cerca de 6 horas por dia. Mas o que está em jogo agora vai muito além da rotina: é a sobrevivência do trabalho por aplicativos.


“Essa regulamentação é um golpe contra os motoristas!”

Segundo Paulo, o texto proposto pelo governo federal só favorece as plataformas, o governo e pseudos-sindicalistas.
“O motorista vai pagar a conta sozinho. Defendemos uma regulamentação com autonomia, respeito e proteção social justa. E isso só é possível se for via MEI ou contribuinte individual. O que o governo quer fazer é tirar mais do pouco que a gente já ganha.”

Ele alerta ainda sobre a realidade econômica da categoria:
“Os ganhos líquidos dos motoristas são, em média, 25% do bruto. Isso precisa ser levado em consideração no Imposto de Renda. Do jeito que está, vão matar nossa atividade.”


PL 536 x PLP 12: “Um se aproxima da realidade, o outro é um desastre”

Paulo acompanhou de perto a construção do PL 536/2024.
“Participei de várias reuniões. Não é perfeito, mas pelo menos nasce do diálogo com quem está na rua todos os dias. Já o PLP 12/2024… esse começou mal e terminou pior ainda. Cada remendo só rasgou mais. O governo diz que nos ouve, mas está enfiando um projeto goela abaixo que vai decretar o fim da profissão.”


“Se isso passar, não dá mais pra trabalhar”

Direto ao ponto, ele dispara:
“Se o texto atual for aprovado, não tem como continuar nos aplicativos. Vai ser inviável. Meu recado pro governo é simples:
👉 Deixem os motoristas em paz! Quem não atrapalha, já ajuda muito!


“Queremos respeito, não esmola”

Sobre os possíveis benefícios da regulamentação, Paulo destaca apenas um ponto positivo:
“A única vantagem seria impor travas às plataformas pra garantir repasses mais justos. Os motoristas não são contra contribuir com a Previdência, desde que ganhem para isso e possam fazer isso como MEI ou contribuinte individual.”


“É possível garantir direitos sem matar a flexibilidade”

Na visão de Paulo, o problema não está em regulamentar, mas em como se está tentando fazer isso.
“O governo quer arrecadar. As plataformas querem segurança jurídica. E os motoristas querem respeito, autonomia e ganhos justos. É complexo, sim, mas possível. O que falta é vontade política.”


Propostas: isenção de impostos e crédito pra renovar a frota

Por fim, ele propõe medidas que realmente ajudariam a categoria:

  • Isenção de ICMS, IPI, IOF e IPVA para motoristas;
  • Linhas de crédito acessíveis para compra e renovação do carro de trabalho.

“A população aprova e usa os aplicativos. Nós prestamos um serviço essencial, e queremos condições dignas pra continuar fazendo isso com qualidade.”


“Nós não queremos privilégio. Queremos dignidade. Se o governo insistir nesse caminho, vai decretar o fim dos motoristas de aplicativo no Brasil.”
Paulo Xavier


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